segunda-feira, 18 de março de 2013


Enem 2012: textos nota 1000 têm erros como ‘enchergar’ e ‘trousse’

  • Redações também apresentam graves desvios de concordância

LAURO NETO (EMAIL·FACEBOOK·TWITTER)
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RIO — “Rasoavel”, “enchergar”, “trousse”. Esses são alguns dos erros de grafia encontrados em redações que receberam nota 1.000 no Exame Nacional de Ensino Médio 2012 (Enem). Durante um mês, O GLOBO recebeu mais de 30 textos enviados por candidatos que atingiram a pontuação máxima, com a comprovação das notas pelo Ministério da Educação (MEC) e a confirmação pelas universidades federais em que os estudantes foram aprovados. Além desses absurdos na língua portuguesa, várias redações continham graves problemas de concordância verbal, acentuação e pontuação.
Apesar de seguirem a proposta do tema “A imigração para o Brasil no século XXI”, os textos não respeitavam a primeira das cinco competências avaliadas pelos corretores: “demonstrar domínio da norma padrão da língua escrita”. Cada competência tem a pontuação máxima de 200 pontos.
Segundo o “Guia do participante: a redação no Enem 2012”, produzido pelo MEC, os 200 pontos na competência 1 são atingidos apenas se “o participante demonstra excelente domínio da norma padrão, não apresentando ou apresentando pouquíssimos desvios gramaticais leves e de convenções da escrita. (...) Desvios mais graves, como a ausência de concordância verbal, excluem a redação da pontuação mais alta”.
O manual aponta, entre os desvios mais graves, erros de grafia, acentuação e pontuação. Na mesma redação em que figura a grafia “rasoavel”, palavras como “indivíduos”, “saúde”, “geográfica” e “necessário” aparecem sem acento. E ao menos dois períodos terminam sem o ponto final.
Em outro texto recebido pelo GLOBO, aparecem problemas de concordância verbal, como nos trechos “Essas providências, no entanto, não deve (sic) ser expulsão” e “os movimentos imigratórios para o Brasil no século XXI é (sic)”. O mesmo candidato, equivocadamente, conjuga no plural o verbo haver no sentido de existir em duas ocasiões: “É fundamental que hajam (sic) debates” e “de modo que não hajam (sic) diferenças”.
Uma terceira redação nota 1.000 apresenta a grafia “enchergar”, além de problema de concordância nominal no trecho “o movimento migratório para o Brasil advém de necessidades básicas de alguns cidadãos, e, portanto, deve ser compreendida (sic)”. Em outro texto, além da palavra “trousse”, há ausência de acento circunflexo em “recebê-los” e uso impróprio da forma “porque” na pergunta “Porém, porque (sic) essa população escolheu o Brasil?”.
Pós-doutor em Linguística Aplicada e professor da UFRJ e da Uerj, Jerônimo Rodrigues de Moraes Neto diz que essas redações não deveriam receber a pontuação máxima.
— A atribuição injusta do conceito máximo a quem não teve o mérito estimula a popularização do uso da língua portuguesa, impedindo nossos alunos de falar, ler e escrever reconhecendo suas variedades linguísticas. Além disso, provoca a formação de profissionais incapazes de se comunicar, em níveis profissional e pessoal, e de decodificar o próprio sistema da língua portuguesa — aponta Moraes Neto.
Claudio Cezar Henriques, professor titular de Língua Portuguesa do Instituto de Letras da Uerj, reitera que, ao ingressar na universidade, esses alunos terão de se ajustar às normas da língua de prestígio acadêmico se quiserem se tornar profissionais capacitados. Ele observa que a banca corretora não usa o termo “erro”, mas “desvio”, algo que, segundo ele, é “eufemismo da moda”.
— A demagogia política anda de braço dado com a demagogia linguística. É preciso lembrar que as avaliações oficiais julgam os alunos, mas também julgam o sistema de ensino. Na vida real, redações como essas jamais tirariam nota máxima, pois contêm erros que a sociedade não aceita. Afinal, pareceres, relatórios, artigos científicos, livros e matérias de jornal que contiverem esses desvios/erros colocarão em risco o emprego de revisores, pesquisadores e jornalistas, não é? — ele indaga.
Logo que o MEC liberou a consulta ao espelho da redação, em fevereiro, o site do GLOBO publicou uma reportagem pedindo que estudantes enviassem redações com nota 1.000, junto com seus comprovantes. O objetivo era expor os bons exemplos no site. Porém, ao ler as redações, a equipe percebeu erros gritantes em várias dissertações. Foram enviadas ao MEC, então, quatro delas. Para não expor os alunos, os textos foram digitados, e as informações pessoais (nome, CPF e número de inscrição), omitidas. O GLOBO perguntou se os desvios não desrespeitavam os critérios estabelecidos pelo manual do MEC, e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anysio Teixeira (Inep) alegou que não comenta redações: “por respeito aos participantes, a vista pedagógica é dada especificamente a quem prestou o exame”.
Segundo o Inep, “uma redação nota 1.000 deve ser sempre um excelente texto, mesmo que apresente alguns desvios em cada competência avaliada. A tolerância deve-se à consideração, e isto é relevante do ponto de vista pedagógico, de ser o participante do Enem, por definição, um egresso do ensino médio, ainda em processo de letramento na transição para o nível superior”.
Sobre os critérios usados na correção da redação do Enem 2012, estabelecidos pela coordenação pedagógica do exame, a cargo de professores doutores em Linguística da Universidade de Brasília (UnB), o Inep informa que a análise do texto é feita como um todo. Segundo a nota, “um texto pode apresentar eventuais erros de grafia, mas pode ser rico em sua organização sintática, revelando um excelente domínio das estruturas da língua portuguesa”.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/educacao/enem-2012-textos-nota-1000-tem-erros-como-enchergar-trousse-7866485#ixzz2NuVlllrc
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quinta-feira, 14 de março de 2013

Estudantes inscritos no Projeto Florestabilidade
O Projeto Florestabilidade, cujo tema escolhido foi - Ipixuna do Pará: rio acima foi por água abaixo,  já tem uma quantidade expressiva de estudantes inscritos. Com o propósito de fazer os estudantes, bem como os demais moradores da cidade acima, desenvolverem atividades capazes de possibilitar a recuperação das nascentes do rio Ipixuna e evitar o assoriamento do rio, despertou o interesse dos estudantes. Parabens a todos os que participarão das atividades e sucesso aos que vão desempenhar um trabalho muito importante para a sociedade ipixunense.

CONCURSO DE REDAÇÃO 2013 PROMOVIDO PELA SEDUC PA
Concurso de redação abordará a mineração e os desafios do desenvolvimento

“As riquezas minerais do Estado do Pará e os desafios do desenvolvimento local” é o tema do concurso de redação que a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) promoverá, em parceria com o Sindicato das Indústrias de Mineração do Estado do Pará (Simineral), para alunos regularmente matriculados na rede pública estadual em 2013. Os vencedores receberão como prêmios tablet, netbook e máquina fotográfica digital.

O lançamento oficial do concurso acontecerá nesta quinta-feira (14), no Espaço São José Liberto, na Praça Amazonas, centro de Belém, a partir das 19 horas. O objetivo do concurso é estimular a produção de textos entre os estudantes. As inscrições podem ser feitas no período de 15 de março a 12 de abril de 2013, no site da Seduc (www.seduc.pa.gov.br/2concursoredacaomineracao).

Podem participar estudantes do 5º ao 8º ano do Ensino Fundamental Maior Regular, Educação de Jovens e Adultos (EJA) e Profissional, do Ensino Médio Regular. Se for menor, o estudante deverá apresentar autorização dos pais ou do responsável.

O gênero definido para o concurso de redação é a dissertação, com o mínimo de 20 linhas e o máximo de 40, sobre o tema já definido.

Todas as informações sobre o concurso estão disponíveis na minuta do edital, e nos anexos, para consulta e impressão no site: http://www.seduc.pa.gov.br/concursoredacaomineracao.



sexta-feira, 1 de março de 2013

Estudantes da EEEM Irmã Agnes Vincquier participarão da 16ª Olimpíada Brasileira de Astronomia 
Cerca de 1 milhão de estudantes dos ensinos fundamental e médio do país devem participar este ano da 16ª Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA).
Essa ao menos é a expectativa dos organizadores do evento, que no ano passado distribuiu mais de 32 mil medalhas e contou com a participação de 800 mil alunos do ensino fundamental e médio de cerca de 9 mil escolas de todas as regiões brasileiras, envolvendo 64 mil professores.
As inscrições vão até o dia 13 de março e as provas serão realizadas em 10 de maio, nas escolas.
Dividida em quatro níveis (três para alunos do ensino fundamental e um para o ensino médio), cada prova terá dez perguntas: cinco de astronomia, três de astronáutica e duas de energia.
“As questões serão, em sua maioria, de raciocínio lógico. Muitas vezes, a resposta poderá até constar nos enunciados de outras questões da mesma prova. Nossa missão principal é levar a maior quantidade de informações sobre astronomia e astronáutica, além de instigar o interesse dos jovens pelas ciências espaciais”, afirmou o astrônomo João Batista Garcia Canalle, coordenador nacional da OBA e professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).
Os estudantes mais bem classificados neste ano vão integrar as equipes que representarão o país nas olimpíadas Internacional de Astronomia e Astrofísica e Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica de 2014.
A OBA é coordenada por uma comissão formada por membros da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) e da Agência Espacial Brasileira (AEB). Além de Canalle, o grupo responsável é constituído pelos astrônomos Thaís Mothé-Diniz (UFRJ), Douglas Falcão (MAST/MCTI), Jaime Fernando Villas da Rocha (UNIRIO) e pelo engenheiro aeroespacial José Bezerra Pessoa Filho (IAE).
Mais informações: www.oba.org.br.
Clique aqui e acesse a publicação original da notícia
Fonte: Agência Fapesp

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Estudantes da EEEM Irmã Agnes Vincquier prestigiando lançamento do Projeto Florestabilidade

Professores Claudemir e Zaíra palestraram acerca do Projeto Florestabilidade em Ipixuna do Pará

Profº Claudemir palestrando sodre o Projeto Florestabilidade
Hoje foi um dia especial para a comunidade escolar Irmâ Agnes Vincquier: o dia do lançamento do Projeto Florestabilidade. Criado pela parcia entre o Governdo do Estado do Pará e a Fundação Roberto Marinho (Rede Globo), o projeto é mais uma maneira de permitir que, por meio da educação, a escola possa sensibilizar os estudantes a cuidar melhor do meio ambiente onde vivem. Em Ipixuna do Pará, o projeto será executado pelos professores Claudemir, Zaíra, Fernanda, Soraya e a técnica pedagógica Maria de Jesus. Ele terá também a participação de estudantes do primeiro e segundo anos do ensino médio de Ipixuna do Pará.
O tema escolhido foi - Ipixuna do Pará: rio acima foi por água abaixo. Seu propósito é o de fazer os estudantes, bem como os demais moradores da cidade, desenvolverem atividades capazes de possibilitar a recuperação das nascentes do rio Ipixuna e evitar o assoriamento do rio. Parabens a todos os que participaram do evento e sucesso aos que vão desempenhar um trabalho muito importante para a sociedade ipixunense.