quarta-feira, 10 de abril de 2013

Estudantes da EEEM Irmã Agnes Vincquier  estudando em contra turno  para fazer a  prova da OBA em 2013

domingo, 7 de abril de 2013


Novamente o conflito entre as Coreias

As ameaças e movimentações militares de março e abril de 2013 indicam que o conflito entre as Coreias se mantém vivo e cada vez mais perigoso com as armas nucleares.

A declaração dada pela Coreia do Norte, em 29 de março de 2013, de reforço do estado de guerra com a Coreia do Sul, deixou o mundo em alerta sobre uma possível escalada militar na península coreana. Isto devido às ameaças de ataque nucleares a territórios dos EUA feitas pelo presidente norte-coreano Kim Jong-un, além de ataques ao vizinho do Sul.
Por se tratar do acirramento de um conflito histórico, a guerra entre as duas Coreias, iniciada em 1950 e até 2013 ainda não encerrada, pode ser utilizada como tema de algumas provas de vestibulares. Nesse sentido, seria interessante ao vestibulando estar atento tanto aos acontecimentos recentes, através da leitura de jornais, quanto à história do conflito entre Coreia do Norte e Coreia do Sul.
O texto pretende auxiliar o vestibulando apresentando um resumo histórico do conflito e as situações recentes na relação entre os dois países, intermediada pela ação de outros países, principalmente os EUA.
O conflito na Coreia remete à dominação imperialista da península pelo Japão entre 1910 e 1945. Com a derrota do Japão na região durante a II Guerra Mundial, em decorrência da interferência das forças armadas dos EUA e URSS, cada um dos países passou a controlar uma parte da península, dividida pelo paralelo 38º. O acordo de divisão entre as duas superpotências resultou na formação da República da Coreia do Sul, sob domínio dos EUA, e a República Popular Democrática da Coreia do Norte, apoiada pela URSS.
A Guerra Fria, iniciada logo após a II Guerra Mundial, e a ascensão ao poder do Partido Comunista Chinês, após a Revolução Chinesa de 1949, gerou um conflito entre os dois países. O ápice das hostilidades se deu com a decisão do governo da Coreia do Norte de invadir a Coreia do Sul, com o intuito de realizar a unificação, em junho de 1950.
A Guerra da Coreia tomaria âmbito internacional, com a decisão do Conselho de Segurança da ONU de intervir no conflito contra os norte-coreanos, sob comando dos EUA. Tal decisão levou a URSS e a China a apoiarem as ações da Coreia do Norte. A Guerra da Coreia mostrava ao mundo, de forma prática, a bipolarização entre as esferas de influências dos EUA e da URSS.
Os confrontos diretos entre os exércitos deixou um saldo, entre os militares, de 300 mil baixas para os sul-coreanos, dezenas de milhares paras as forças estadunidenses e da ONU e entre 1,5 e 2 milhões de baixas para os chineses e norte-coreanos. Morreu ainda um milhão de civis entre a população das duas Coreias. Estes números mostram a profundidade do impacto da Guerra da Coreia na população da península coreana.
A guerra foi suspensa em 27 de julho de 1953, após a morte de Stálin, que possibilitou uma reaproximação da URSS com os EUA. O armistício de Pan Munjon suspendeu a guerra, mas não colocou fim a ela, sendo que em 2013 ainda está declarada, mantendo as fronteiras entre os dois países próximas ao paralelo 38º.
Após a suspensão do conflito, os rumos tomados pelos países foram divergentes. A Coreia do Norte foi governada pela “dinastia Kim”. Kim Il-sung governou de 1945 até 1994, quando foi sucedido por seu filho, Kim Jong-il. Este, por sua vez, morreu em 2011 e foi sucedido por Kim Jong-un, seu filho. A aproximação com a URSS garantiu à Coreia do Norte ser suprida de suas necessidades econômicas e militares pela potência soviética. Porém, com o fim da URSS em 1991 e do auxílio prestado, sua economia entrou em franco declínio, aprofundado pelo fato do país não estabelecer laços comerciais e diplomáticos com quase nenhum país além da China. Os enormes gastos em armamentos aprofundam os problemas econômicos, levando a população a viver em péssimas condições de vida e, em muitos casos, em situação de fome.
A Coreia do Sul desde a suspensão da Guerra da Coreia viveu governada por uma sucessão de governos ditatoriais e corruptos, marcados por diversos golpes militares e a utilização da oposição ao vizinho do Norte como forma de manter o poder. No final da década de 1990, o país conheceu uma maior estabilidade política. No aspecto econômico, a Coreia do Sul foi auxiliada pelos países do capitalismo ocidental, principalmente os EUA, que realizaram vultosos investimentos na economia do país, proporcionando um profundo desenvolvimento econômico e social, sendo um dos principais “tigres asiáticos”.
A diferença entre a economia e a sociedade dos dois países reflete também o colapso da Guerra Fria, com o capitalismo da esfera estadunidense se mostrando mais eficiente que o capitalismo da esfera soviética.
Porta-aviões dos EUA durante a Guerra da Coreia (1950-1953). O conflito foi um dos marcos da Guerra Fria.*
As relações entre as duas Coreias durante a década de 2000 foram contraditoriamente marcadas pela aproximação econômica, de um lado, e pelo acirramento militar de outro.
Esta aproximação militar pode ser vista na criação do parque industrial conjunto em Kaesong, do lado norte-coreano da fronteira. Financiado por capitalistas sul-coreanos, o parque abriga diversas indústrias, sendo a maioria pequenas empresas sul-coreanas que atuam na área manufatureira produzindo roupas, calçados, relógios e utensílios de cozinha, entre outros. Mais de 50.000 trabalhadores norte-coreanos laboram neste parque. Como resposta às ameaças feitas por ambos os lados em conflito, o presidente Kim Jong-un fechou a entrada do parque intercoreano em 03 de abril de 2013, impedindo que 800 sul-coreanos adentrassem na área industrial.
Mas o maior receio está ligado à escalada das ações bélicas. Em 12 de fevereiro de 2013, a Coreia do Norte anunciou ter realizado com sucesso um terceiro teste nuclear no campo de Punggye-ri, situado na região nordeste do país. Os dois primeiros testes ocorreram em 2006 e 2009. Em 12 de dezembro de 2012, o governo norte-coreano havia realizado um teste com um foguete espacial, considerado por especialistas como um míssil balístico de longo alcance. Frente a isso, a ONU promulgou novas sanções ao país do Norte, em 7 de março de 2013. A nova sanção acarretará uma piora das condições sociais da população norte-coreana e servirá como argumento para os discursos belicosos de ambos os lados. Desde então o governo norte-coreano tem ameaçado diariamente atacar os EUA e a Coreia do Sul. Por outro lado, os dois países realizam constantes manobras militares no mar e em terra, na região próxima à fronteira entre os dois países.
A ameaça do governo norte-coreano, feita em 02 de abril, de reativar o reator nuclear de Yonbyon tem piorado a situação. Utilizando tecnologia soviética para a produção de energia nuclear e com capacidade de 5 megawatts, o reator foi utilizado para produzir armamento atômico. Em 2007, a torre de resfriamento foi destruída, mesmo estando à época já obsoleta. A ameaça de agora estabelece a reconstrução da torre de resfriamento como início de reativação do reator de Yonbyon. O reator é capaz de enriquecer plutônio, mas há interesse em reativar uma usina de enriquecimento de urânio com o discurso de resolver os graves problemas energéticos do país e também intensificar sua produção bélica nuclear.
Frente a essas ameaças, o governo dos EUA enviou à região do Pacífico dois grandes navios de guerra, os destróieres USS John McCain e USS Decatur, com o intuito de se mostrar pronto para um eventual ataque à Coreia do Norte, como para evitar que mísseis lançados pelos norte-coreanos cheguem a territórios dos EUA, já que equipamentos antimísseis também serão instalados na ilha de Guam.
A própria Coreia do Sul vem, há algum tempo, realizando testes com mísseis de longo alcance, que poderiam atingir o vizinho do Norte.
Toda essa situação mostra que o conflito coreano ainda está vivo e que pode ter desdobramentos nefastos. Além da preocupação com a escalada bélica da região, o vestibulando deve ter em mente que a importância do conflito pode resultar em algum conteúdo cobrado pelos vestibulares neste ano de 2013.

sexta-feira, 22 de março de 2013


Redação do Enem com nota máxima passará por 'pente fino', diz ministro

Após avaliadores, textos nota 1.000 vão passar por banca de doutores. 
Aloizio Mercadante diz que redação com 'gracinhas' vai valer nota zero.

As redações do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) que ganharem nota máxima (1.000 pontos) vão passar por uma banca composta por três professores doutores para fazer um "pente fino" no texto. A novidade foi anunciada nesta sexta-feira (22) pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, que afirmou que o assunto está sendo discutido por uma comissão de especialistas. A mudança se dá depois da divulgação de que textos com erros de grafia como "trousse" e "enchergar" ganharam nota máxima dos avaliadores no último Enem.
Mercadante confirmou ainda que redações com "deboche" como receita de macarrão instantâneo e hino de clube de futebol vão receber nota zero. Candidatos que no último Enem inseriram receita do miojo e o hino do Palmeiras no texto ganharam notas 560 e 500, respectivamente.
"Para ter nota máxima a redação deverá ir para uma banca com três doutores", disse Mercadante. "Não basta mais passar só pelos dois corretores. Atualmente existem casos que tem um erro, mas ainda assim é possível ter nota máxima. Agora, a correção será mais exigente."
Sobre os casos de "deboche" na redação, Mercadante procurou minimizar. "Não vamos pegar seis redações para tentar tirar daí uma tese para 4.170.000 redações. Não há nenhuma amostra estatística que demonstre isso. Ainda assim, nós estamos olhando com cuidado, e avaliando sempre para fazer o melhor." Segundo ele, o exame ocorre de forma transparente.
Mercadante afirmou que as duas mudanças estão sendo discutidas com uma comissão de especialistas. "Na primeira, qualquer brincadeira, deboche não vai ser tratado como inserção indevida, vai ser zero na redação. Segundo: rigor. Na nota máxima, toda redação irá para a banca, que são três doutores."


Atenção estudantes, como o tema da redação da prova do ENEM em 2013 será baseado em um tema polêmico da atualidade, é sempre bom ler acerca dos assuntos que têm grande relevância social, política, econômica, científica e cultural. Por isso, estaremos divulgando alguns temas para você ficar por dentro. Lembre-se: só quem ler é que tem conteúdo para escrever sobre qualquer assunto. Boa Leitura!

A construção da Usina de Belo Monte

Um assunto que certamente continuará sendo cobrado nos vestibulares é a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, que será a terceira maior usina hidrelétrica do mundo, atrás de Três Gargantas, na China, e de Itaipu, na fronteira entre Brasil e Paraguai. Sua localização é o Rio Xingu, próximo ao município de Altamira, no norte do Pará. Quando ficar pronta, em 2015, a Usina de Belo Monte deve gerar 41,6 milhões de megawatts por ano, o suficiente para atender ao consumo de 20 milhões de pessoas durante um ano.
As cidades de Altamira e Vitória do Xingu terão grandes áreas inundadas, o que pode prejudicar os agricultores locais e a população ribeirinha. Por outro lado, a construção da usina pode ajudar no desenvolvimento econômico da região, com a criação de empregos. As terras indígenas de Paquiçamba e Arara da Volta Grande do Xingu serão afetadas pela diminuição da vazão do rio, causando prejuízos para uma população que depende do rio para pesca, plantação e transporte. A questão das terras indígenas e o impacto ambiental são as principais polêmicas que envolvem a construção da usina.
De acordo com Flávio Henrique D. Gazzio, geógrafo e professor do curso e colégio Oficina do Estudante, de Campinas, os vestibulares podem cobrar questões que envolvem a geografia física da região, os benefícios econômicos vinculados à construção da usina, assuntos relacionados aos grandes projetos de integração do território nacional – já que a energia que será produzida no Norte do Brasil pode beneficiar outras regiões – e perguntas relacionadas às questões socioambientais. “Os vestibulandos precisam saber, por exemplo, quais seriam os prejuízos ambientais gerados pela construção da usina, e como as populações amazônicas tradicionais (ribeirinhos e indígenas) seriam atingidas por essa construção” – completa Flávio Henrique Gazzio.
mapa belo monte
O professor do Oficina do Estudante destaca também que o tema pode ser cobrado de forma interdisciplinar e até mesmo de forma específica em questões de outras disciplinas que não geografia. Na biologia, por exemplo, a construção da usina pode ser relacionada à preocupação com a flora e a fauna local, à mudança do comportamento da vida aquática devido ao represamento e a questões ligadas à reprodução de peixes. Nas provas de física podem aparecer questões de energia potencial, pressão, transformação de energia mecânica em energia elétrica. “Até mesmo a matemática pode ter relação com a construção da usina, trazendo problemas de área, volume e vazão”.
O tema também pode ser cobrado nas provas de redação, o que exige do candidato bastante informação sobre o contexto da construção da usina. Flávio Henrique Gazzio afirma que “dificilmente a proposta de redação pedirá para o vestibulando defender diferentes posicionamentos. Certamente se exigirá a exposição de uma posição fortemente sustentada por argumentos consistentes”.

[redação sem título]

Tema: Usina de Belo Monte: desenvolvimento ou agressão ambiental?

Dourados, 19 de Maio de 2010
Excelentíssimo Senhor Presidente Luís Inácio Lula da Silva,
Escrevo-lhe para manifestar meu apoio à construção da usina Belo Monte, acredito que um país que almeja crescer notórios 6% ao ano não pode dar-se ao luxo de sofrer com os temíveis apagões, fato que aconteceu recentemente neste país.
Com o já citado crescimento de 6% ao ano pode-se prever que a demanda de energia para empresas, indústrias e a própria população aumente expressivamente. A falta de uma usina do porte de Belo Monte pode prejudicar a economia do país nos deixando em um nível inferior de desenvolvimento do qual poderíamos estar.
Além disso, senhor Presidente, ainda temos os benefícios ecológicos, observando que as hidrelétricas são uma das formas de obtenção tradicional de energia que menos prejudicam o meio-ambiente, uma vez que na queima do carvão as termelétricas liberam uma quantidade expressiva de gases nocivos para a atmosfera e as usinas nucleares apresentam constante risco de acidentes..
Em vista dos benefícios para a Nação não há porquê não construir essa usina, mas chamo sua atenção senhor Presidente para o remanejamento das populações ribeirinhas e indígenas que vivem no local, sendo dever do Estado prover um novo lugar para essas pessoas, com conforto, higiene e condições adequadas de habitação.
Reafirmo minha posição favorável à construção de Belo Monte, e certo de sua disposição para com o desenvolvimento do país e para com os povos que neste solo vivem, aguardo suas decisões.
Atenciosamente.

Aproveite e  tente você também escrever um texto acerca do tema em destaque! Qualquer dúvida, procure o seu professor ou professora de Redação.


“Se escrevesse uma receita de bolo, eu teria de considerar”, diz avaliadora do Enem

Arrependidas de terem participado das correções do Enem, duas professoras gaúchas decidiram romper o contrato de sigilo para revelar bastidores da prova. Pedindo anonimato, uma delas detalhou nesta quarta-feira (20) como teriam recebido orientações para fazer “vista grossa” aos erros encontrados. Professora de língua portuguesa há 12 anos, diz que a ordem é para “aprovar o maior número de pessoas”:
Zero Hora – Que orientação vocês receberam para as correções das redações?
Avaliadora – Recebemos uma formação, fizemos exercícios pelos quais fomos avaliadas, tudo via online. Isso partiu da Universidade de Brasília. Foram seis, sete semanas de atividades, para os 8 mil avaliadores. No dia 14 de novembro, tivemos uma reunião em que foram repassadas as verdadeiras orientações. Fomos orientados a esquecer tudo o que se sabe, tudo o que se aprendeu, tudo o que se fez na formação. Deveríamos considerar a ideia de que é para aprovar o maior número de pessoas. Eu e a outra colega tentamos desistir, mas nosso grupo já estava um pouco defasado. Como já tínhamos nos comprometido, ficamos.
ZH – A senhora pensou em desistir ao ouvir as orientações?
Avaliadora – Sim, porque eu questionei o que eu estaria fazendo ali. Qual o meu papel de especialista em linguística de texto, de professora de língua portuguesa, de pesquisadora da área, se teria de fazer vista grossa e considerar uma série de absurdos?
ZH – Que tipo de coisas falaram que se deveria fazer vista grossa?
Avaliadora – Por exemplo, num texto, se aparecesse a palavra imigração ou imigrante, que era o tema, eu não poderia anular. Eu deveria pelo menos dar um ponto. Se ele escrevesse uma receita de bolo, mas pusesse imigração em algum momento, eu teria de considerar, não poderia anular. Outra coisa que eu fiquei muito chocada: se aparecesse um texto como poesia, ou narrativa, mas que tivesse a ver com o tema, e que se eu sentisse que em algum momento ele estava defendendo de alguma forma o ponto de vista dele, não poderia anular também, teria que dar um. A grosso modo, a orientação era essa: não anulem, só em último caso. A forma como fazem a seleção dos professores também é questionável. É tudo indicação. Ninguém te pede diploma.
ZH – Não se exige comprovação de formação dos professores?
Avaliadora – Não. Não existe.
ZH – Se alguém fingir que é professor pode ser avaliador?
Avaliadora – Pode. Se ninguém pede documentação… A inclusão parte de convites. Acho que funciona por ligações políticas. Essas pessoas são convidadas a ocupar esses cargos mais elevados e vão convidando pessoas que conhecem. Quem me convidou sabe que sou formada em Letras e faço correção há mais de 10 anos… mas será que isso ocorre no Brasil inteiro?
ZH – Eles chegaram a dizer explicitamente que era para evitar dar nota baixa?
Avaliadora – Sim. Que era para evitar, porque nos anos anteriores eles receberam inúmeros recursos, que tiveram que responder na Justiça, e que isso onera a União. O tiro saiu pela culatra. Me arrependo até de ter participado. Financeiramente não vale a pena. Pagam R$ 1,90 por redação, tu tens uma meta diária de cem redações (3 mil redações por mês)… para quem trabalha e gosta de fazer um trabalho qualificado é bem complicado.
ZH – O processo é uma enganação?
Avaliadora – Sim. É um enganar… até o candidato, em relação a suas condições. Me considero enganada. Recebi formação, manual que estudei, e numa reunião me dizem para esquecer tudo isso.
Contraponto
Indicado pelo MEC, Paulo Portela, diretor do Cespe/UnB, que aplicou a prova, rebateu as acusações em entrevista ao repórter Eduardo Matos, da Rádio Gaúcha:
“Todo o processo de capacitação das bancas estava no edital do Enem. Existe uma matriz de correção, que é utilizada na avaliação. Nessa matriz existem cinco competências que devem ser avaliadas. E ali é bem descrito o que se exige para que a nota seja atribuída.”
“Foram dois meses de preparo. Em cada nível existe o nível zero. Então o nível zero podia ser atribuído, sem nenhum problema, mas não se deve esquecer que quando avalia uma redação, essa redação foi desenvolvida por um egresso do Ensino Médio.”
“A primeira competência é demonstrar domínio da língua padrão, da língua escrita. O nível máximo prevê excelente domínio da língua padrão e escassos desvios gramaticais. Então, mesmo se o aluno comete um erro no texto de 30 linhas, está dentro dessa competência.”
“Todo o processo de correção foi planejado com um ano de antecedência. Inclusive houve uma série de simulações sobre a correção, verificação do tempo considerado adequado. E se chegou a um valor de correções para manter a qualidade, em torno de cem redações por dia. É um número possível, um nível médio. A média foi de 60 redações por dia por corretor.”
Fonte: Zero Hora


Atenção estudantes, qual a consequência dessa polêmica quanto à correção da prova de Redação para vocês? Simples: neste ano a correção será mais rígida, justamente para evitar polêmicas quanto ao uso adequado da variedade padrão da língua portuguesa: a Norma Culta. Portanto, Estudem! Preparem-se!

quinta-feira, 21 de março de 2013

REUNIÃO CONTA COM PARTICIPAÇÃO EXPRESSIVA DOS PAIS NA EEEM IRMÃ AGNES VINCQUIER - ANEXO I


No dia 19/03/2013, às 14h00min, a direção e a coordenação da EEEM Irmã Agnes Vincquier, em parceria com a direção da EMEF Dr. Fernando Guilhon, realizaram uma reunião para tratar de assuntos referentes à melhoria do processo de ensino e aprendizagem. O que chamou a atenção foi a grande presença dos pais no evento, mostrando a preocupação dos mesmos sobre a vida escolar de seus filhos. Esperamos que as decisões que foram tomadas com participação de toda a comunidade escolar surta efeito para melhorar a educação em Ipixuna do Pará.


Atenção estudantes, como o tema da redação da prova do ENEM em 2013 será baseado em um tema polêmico da atualidade, é sempre bom ler acerca dos assuntos que têm grande relevância social, política, econômica, científica e cultural. Por isso, estaremos divulgando alguns temas para você ficar por dentro. Lembre-se: só quem ler é que tem conteúdo para escrever sobre qualquer assunto. Boa Leitura!

Renúncia de Bento XVI e os vestibulares de 2013

A renúncia de Bento XVI pode ser tema dos vestibulares de 2013 por envolver disputa de poder no Vaticano e sérias denúncias contra membros do clero.

O anúncio da renúncia do papa Bento XVI, realizado em 11 de fevereiro de 2013, causou certa surpresa no mundo católico. Não é uma situação usual um papa renunciar ao mandato, já que geralmente a sucessão ocorre após a morte de cada um deles. O último caso aconteceu com o papa Gregório XII (1406-1414). Mas segundo um estudo realizado pelo professor de História da Igreja e cônego da catedral de Barcelona (Espanha), Josep María Martí Bonet, houve na história da Igreja católica a renúncia de 22 papas. No caso de Joseph Ratzinger, de 85 anos, os motivos alegados foram a debilidade física pela qual ele passa, o que o impossibilitaria de continuar a executar as funções exigidas pelo cargo.
Joseph Ratzinger, ou papa Bento XVI, renunciou ao pontificado após sete anos no cargo.*
Pelo caráter inusitado da renúncia e as mobilizações políticas no mundo católico para a escolha do sucessor de Bento XVI, pode-se colocar esse assunto como tema dos vestibulares a serem realizados no ano de 2013. E isto tanto para as provas de história quanto para os temas a serem possivelmente tratados nas provas de redação.
Nesse sentido é interessante que o vestibulando estude alguns aspectos que envolvam a sucessão papal, levando em conta os posicionamentos da doutrina religiosa defendida por Bento XVI, os problemas políticos enfrentados pelo Estado do Vaticano e as denúncias que vêm assolando a Igreja católica há alguns anos, além, é claro, da própria história da igreja. Abaixo será exposto de forma resumida cada um destes aspectos.
No âmbito da história da Igreja católica é interessante que o vestibulando saiba que a Igreja católica se tornou a religião oficial do Império Romano em 390 d.C., medida adotada pelo imperador Teodósio, depois da aproximação com os cristãos efetuada por Constantino, que havia autorizado os cultos cristãos em 313. Outro fato histórico importante foi a divisão da Igreja que ocorreu em 1054, o Cisma do Oriente, criando a Igreja Romana de um lado e a Igreja Ortodoxa Bizantina de outro.
Além disso, durante a Idade Média, a Igreja se tornou o grande centro do poder na Europa Ocidental, aliando-se aos povos bárbaros e participando de grandes Impérios como o Carolíngio e o Sacro Império Romano-Germânico. A Igreja buscou controlar a população europeia através da doutrina religiosa e da dominação econômica, já que era a maior proprietária de terras do ocidente durante a Idade Média.
A criação do Tribunal do Santo Ofício, conhecido como Tribunal da Inquisição, foi uma das formas encontradas pela Igreja para reprimir os posicionamentos contrários aos seus dogmas. Principalmente no contexto de surgimento da Reforma Religiosa, cujos expoentes principais foram Martinho Lutero e João Calvino.
Outro conhecimento necessário ao vestibulando é a criação do Vaticano através do Tratado de Latrão (1929), pelo qual o ditador italiano Benito Mussolini concedeu um pequeno território na cidade de Roma para ser a sede do Estado do Vaticano.
O regime político desse Estado é uma monarquia, cujo chefe é o papa, exercendo seu governo de forma vitalícia. Há debates que afirmam que a verdadeira razão pela qual Bento XVI tenha renunciado esteja de fato ligado a fatores políticos pela disputa de poder no Vaticano, e não apenas a problemas de saúde. Esse aspecto poder ser utilizado para os temas de redação dos próximos vestibulares e pretende-se aqui apresentar em linhas gerais essa disputa pelo poder.
Joseph Ratzinger conseguiu posições de destaque na hierarquia da Igreja desde o pontificado de João Paulo II (1978-2005), quando foi o prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, novo nome do Tribunal da Inquisição. Em volta de Ratzinger estavam os grupos conservadores que sustentaram o papado de João Paulo II, como a Opus Dei, a Fraternidade de Comunhão e Libertação, Focolares, o Neocatecumenal e os Legionários de Cristo, sendo que os dois primeiros são os mais fortes. Esse posicionamento conservador se notabilizou por se opor às tendências mais progressistas da Igreja, que pretendiam auxiliar na resolução dos problemas sociais pelos quais a população pobre passava. O fortalecimento dessa tendência progressista se deu no Concílio Vaticano II (1962-1965). O objetivo de João Paulo II, Bento XVI e os demais grupos era acabar com esse direcionamento de ação, fortalecendo a doutrina ortodoxa e combatendo os governos dos países ligados à antiga URSS.
Com o início de seu mandato, em 2005, Bento XVI tratou de colocar nos postos-chaves da administração do Estado do Vaticano membros desses grupos. Mas ao colocar o membro de um grupo em um posto, Bento XVI passou a desagradar os outros. Além disso, ele adotou formas para essas nomeações que diferiam das usadas tradicionalmente pelo Vaticano. Um exemplo foi a nomeação do membro da Opus Dei, Ettore Gotti Tedeschi, para o Instituto de Obras Religiosas (IOR), o banco do Vaticano. Tal nomeação gerou oposição do cardeal Tarcísio Bertone, secretário de Estado do Vaticano, que, por sua vez, foi nomeado para o cargo de Secretário, mesmo não sendo oriundo da área diplomática, uma tradição nas nomeações para o cargo.
Ratzinger foi um dos grandes teólogos do período do papado de João Paulo II, defendendo posições ortodoxas no que se refere à doutrina cristã católica. Essas posições conservadoras resultaram, por exemplo, em liberar a celebração de missas em latim, novamente. Ratzinger defendia ainda uma orientação doutrinária mais ligada às questões do espírito do que aos problemas sociais. Esse posicionamento, apoiado por vários grupos conservadores, resultou no combate à Teologia da Libertação, vertente progressista da Igreja Católica que ganhou força após a década de 1960.
Bento XVI governou a Igreja apoiado pelas forças conservadoras, mas as denúncias de pedofilia e as disputas políticas podem ter gerado sua renúncia.**
Mas esse conservadorismo e ortodoxia contrastam com as várias denúncias que assolam o corpo eclesiástico da Igreja católica no mundo. O principal foco são as denúncias de pedofilia cometidas por clérigos católicos e as tentativas de abafar os casos julgados, como os que ocorreram nos EUA e na Holanda. O jornal italiano La Repubblica chegou a afirmar que o motivo da renúncia foi a descoberta de uma rede de prostituição que funcionava dentro do Vaticano. A descoberta foi resultado de uma investigação ordenada pelo próprio Bento XVI. Anteriormente, em 2012, houve o vazamento de uma série de documentos oficiais do Vaticano que expôs os bastidores do poder do Estado católico, situação conhecida como Vatileaks. O responsável pela divulgação dos documentos teria sido um mordomo de Bento XVI, que chegou a ser preso pela polícia do Vaticano.
É devido à grande quantidade de fatos que colocam em questão o poder dessa milenar instituição religiosa que há possibilidades da renúncia de Bento XVI ser tema dos próximos vestibulares.