quinta-feira, 11 de abril de 2013


Estudantes da EEEM Irmã Agnes Vincquier se preparam para  a  OBA


Aluno de escola pública terá direito a fazer vestibular das federais de graça

Estudante precisa ter renda familiar per capita de até 1,5 salário mínimo

A presidente Dilma Rousseff sancionou uma lei que garante o direito a isenção do pagamento da taxa de inscrição nos vestibulares de universidades federais e institutos federais de ensino a estudantes que tenham renda familiar per capita igual ou inferior a um salário mínimo e meio e tenham cursado o ensino médio completo em escola da rede pública ou como bolsista integral em escola da rede privada.
A lei foi publicada nesta quinta-feira (11) no "Diário Oficial da União" (veja ao lado).
A maioria das universidades federais que tem processo seletivo próprio adota sistema de isenção parcial ou total da taxa do vestibular, mas isso não era até então garantido por uma lei específica para este fim.
Segundo o documento, as instituições federais de educação superior adotarão critérios para isenção total e parcial do pagamento de taxas de inscrição nos processos seletivos de ingresso em seus cursos, de acordo com a carência socioeconômica dos candidatos.
Para ter direito ao benefício, o estudante deve cumprir as duas exigências, ou seja, ter feito escola pública ou ser bolsista integral em escola particular e ter renda familiar per capta de até 1,5 salário mínimo.
Boa parte das universidades e institutos federais usam como processo seletivo o Sistema da Seleção Unificada (Sisu), que por sua vez considera o desempenho dos estudantes no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Em 2012, a taxa de inscrição do Enem era de R$ 35. O Ministério da Educação aceitou o pedido de isenção de taxa para quase 4 milhões de inscritos.
Fonte: G1

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Estudantes da EEEM Irmã Agnes Vincquier  estudando em contra turno  para fazer a  prova da OBA em 2013

domingo, 7 de abril de 2013


Novamente o conflito entre as Coreias

As ameaças e movimentações militares de março e abril de 2013 indicam que o conflito entre as Coreias se mantém vivo e cada vez mais perigoso com as armas nucleares.

A declaração dada pela Coreia do Norte, em 29 de março de 2013, de reforço do estado de guerra com a Coreia do Sul, deixou o mundo em alerta sobre uma possível escalada militar na península coreana. Isto devido às ameaças de ataque nucleares a territórios dos EUA feitas pelo presidente norte-coreano Kim Jong-un, além de ataques ao vizinho do Sul.
Por se tratar do acirramento de um conflito histórico, a guerra entre as duas Coreias, iniciada em 1950 e até 2013 ainda não encerrada, pode ser utilizada como tema de algumas provas de vestibulares. Nesse sentido, seria interessante ao vestibulando estar atento tanto aos acontecimentos recentes, através da leitura de jornais, quanto à história do conflito entre Coreia do Norte e Coreia do Sul.
O texto pretende auxiliar o vestibulando apresentando um resumo histórico do conflito e as situações recentes na relação entre os dois países, intermediada pela ação de outros países, principalmente os EUA.
O conflito na Coreia remete à dominação imperialista da península pelo Japão entre 1910 e 1945. Com a derrota do Japão na região durante a II Guerra Mundial, em decorrência da interferência das forças armadas dos EUA e URSS, cada um dos países passou a controlar uma parte da península, dividida pelo paralelo 38º. O acordo de divisão entre as duas superpotências resultou na formação da República da Coreia do Sul, sob domínio dos EUA, e a República Popular Democrática da Coreia do Norte, apoiada pela URSS.
A Guerra Fria, iniciada logo após a II Guerra Mundial, e a ascensão ao poder do Partido Comunista Chinês, após a Revolução Chinesa de 1949, gerou um conflito entre os dois países. O ápice das hostilidades se deu com a decisão do governo da Coreia do Norte de invadir a Coreia do Sul, com o intuito de realizar a unificação, em junho de 1950.
A Guerra da Coreia tomaria âmbito internacional, com a decisão do Conselho de Segurança da ONU de intervir no conflito contra os norte-coreanos, sob comando dos EUA. Tal decisão levou a URSS e a China a apoiarem as ações da Coreia do Norte. A Guerra da Coreia mostrava ao mundo, de forma prática, a bipolarização entre as esferas de influências dos EUA e da URSS.
Os confrontos diretos entre os exércitos deixou um saldo, entre os militares, de 300 mil baixas para os sul-coreanos, dezenas de milhares paras as forças estadunidenses e da ONU e entre 1,5 e 2 milhões de baixas para os chineses e norte-coreanos. Morreu ainda um milhão de civis entre a população das duas Coreias. Estes números mostram a profundidade do impacto da Guerra da Coreia na população da península coreana.
A guerra foi suspensa em 27 de julho de 1953, após a morte de Stálin, que possibilitou uma reaproximação da URSS com os EUA. O armistício de Pan Munjon suspendeu a guerra, mas não colocou fim a ela, sendo que em 2013 ainda está declarada, mantendo as fronteiras entre os dois países próximas ao paralelo 38º.
Após a suspensão do conflito, os rumos tomados pelos países foram divergentes. A Coreia do Norte foi governada pela “dinastia Kim”. Kim Il-sung governou de 1945 até 1994, quando foi sucedido por seu filho, Kim Jong-il. Este, por sua vez, morreu em 2011 e foi sucedido por Kim Jong-un, seu filho. A aproximação com a URSS garantiu à Coreia do Norte ser suprida de suas necessidades econômicas e militares pela potência soviética. Porém, com o fim da URSS em 1991 e do auxílio prestado, sua economia entrou em franco declínio, aprofundado pelo fato do país não estabelecer laços comerciais e diplomáticos com quase nenhum país além da China. Os enormes gastos em armamentos aprofundam os problemas econômicos, levando a população a viver em péssimas condições de vida e, em muitos casos, em situação de fome.
A Coreia do Sul desde a suspensão da Guerra da Coreia viveu governada por uma sucessão de governos ditatoriais e corruptos, marcados por diversos golpes militares e a utilização da oposição ao vizinho do Norte como forma de manter o poder. No final da década de 1990, o país conheceu uma maior estabilidade política. No aspecto econômico, a Coreia do Sul foi auxiliada pelos países do capitalismo ocidental, principalmente os EUA, que realizaram vultosos investimentos na economia do país, proporcionando um profundo desenvolvimento econômico e social, sendo um dos principais “tigres asiáticos”.
A diferença entre a economia e a sociedade dos dois países reflete também o colapso da Guerra Fria, com o capitalismo da esfera estadunidense se mostrando mais eficiente que o capitalismo da esfera soviética.
Porta-aviões dos EUA durante a Guerra da Coreia (1950-1953). O conflito foi um dos marcos da Guerra Fria.*
As relações entre as duas Coreias durante a década de 2000 foram contraditoriamente marcadas pela aproximação econômica, de um lado, e pelo acirramento militar de outro.
Esta aproximação militar pode ser vista na criação do parque industrial conjunto em Kaesong, do lado norte-coreano da fronteira. Financiado por capitalistas sul-coreanos, o parque abriga diversas indústrias, sendo a maioria pequenas empresas sul-coreanas que atuam na área manufatureira produzindo roupas, calçados, relógios e utensílios de cozinha, entre outros. Mais de 50.000 trabalhadores norte-coreanos laboram neste parque. Como resposta às ameaças feitas por ambos os lados em conflito, o presidente Kim Jong-un fechou a entrada do parque intercoreano em 03 de abril de 2013, impedindo que 800 sul-coreanos adentrassem na área industrial.
Mas o maior receio está ligado à escalada das ações bélicas. Em 12 de fevereiro de 2013, a Coreia do Norte anunciou ter realizado com sucesso um terceiro teste nuclear no campo de Punggye-ri, situado na região nordeste do país. Os dois primeiros testes ocorreram em 2006 e 2009. Em 12 de dezembro de 2012, o governo norte-coreano havia realizado um teste com um foguete espacial, considerado por especialistas como um míssil balístico de longo alcance. Frente a isso, a ONU promulgou novas sanções ao país do Norte, em 7 de março de 2013. A nova sanção acarretará uma piora das condições sociais da população norte-coreana e servirá como argumento para os discursos belicosos de ambos os lados. Desde então o governo norte-coreano tem ameaçado diariamente atacar os EUA e a Coreia do Sul. Por outro lado, os dois países realizam constantes manobras militares no mar e em terra, na região próxima à fronteira entre os dois países.
A ameaça do governo norte-coreano, feita em 02 de abril, de reativar o reator nuclear de Yonbyon tem piorado a situação. Utilizando tecnologia soviética para a produção de energia nuclear e com capacidade de 5 megawatts, o reator foi utilizado para produzir armamento atômico. Em 2007, a torre de resfriamento foi destruída, mesmo estando à época já obsoleta. A ameaça de agora estabelece a reconstrução da torre de resfriamento como início de reativação do reator de Yonbyon. O reator é capaz de enriquecer plutônio, mas há interesse em reativar uma usina de enriquecimento de urânio com o discurso de resolver os graves problemas energéticos do país e também intensificar sua produção bélica nuclear.
Frente a essas ameaças, o governo dos EUA enviou à região do Pacífico dois grandes navios de guerra, os destróieres USS John McCain e USS Decatur, com o intuito de se mostrar pronto para um eventual ataque à Coreia do Norte, como para evitar que mísseis lançados pelos norte-coreanos cheguem a territórios dos EUA, já que equipamentos antimísseis também serão instalados na ilha de Guam.
A própria Coreia do Sul vem, há algum tempo, realizando testes com mísseis de longo alcance, que poderiam atingir o vizinho do Norte.
Toda essa situação mostra que o conflito coreano ainda está vivo e que pode ter desdobramentos nefastos. Além da preocupação com a escalada bélica da região, o vestibulando deve ter em mente que a importância do conflito pode resultar em algum conteúdo cobrado pelos vestibulares neste ano de 2013.

sexta-feira, 22 de março de 2013


Redação do Enem com nota máxima passará por 'pente fino', diz ministro

Após avaliadores, textos nota 1.000 vão passar por banca de doutores. 
Aloizio Mercadante diz que redação com 'gracinhas' vai valer nota zero.

As redações do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) que ganharem nota máxima (1.000 pontos) vão passar por uma banca composta por três professores doutores para fazer um "pente fino" no texto. A novidade foi anunciada nesta sexta-feira (22) pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, que afirmou que o assunto está sendo discutido por uma comissão de especialistas. A mudança se dá depois da divulgação de que textos com erros de grafia como "trousse" e "enchergar" ganharam nota máxima dos avaliadores no último Enem.
Mercadante confirmou ainda que redações com "deboche" como receita de macarrão instantâneo e hino de clube de futebol vão receber nota zero. Candidatos que no último Enem inseriram receita do miojo e o hino do Palmeiras no texto ganharam notas 560 e 500, respectivamente.
"Para ter nota máxima a redação deverá ir para uma banca com três doutores", disse Mercadante. "Não basta mais passar só pelos dois corretores. Atualmente existem casos que tem um erro, mas ainda assim é possível ter nota máxima. Agora, a correção será mais exigente."
Sobre os casos de "deboche" na redação, Mercadante procurou minimizar. "Não vamos pegar seis redações para tentar tirar daí uma tese para 4.170.000 redações. Não há nenhuma amostra estatística que demonstre isso. Ainda assim, nós estamos olhando com cuidado, e avaliando sempre para fazer o melhor." Segundo ele, o exame ocorre de forma transparente.
Mercadante afirmou que as duas mudanças estão sendo discutidas com uma comissão de especialistas. "Na primeira, qualquer brincadeira, deboche não vai ser tratado como inserção indevida, vai ser zero na redação. Segundo: rigor. Na nota máxima, toda redação irá para a banca, que são três doutores."


Atenção estudantes, como o tema da redação da prova do ENEM em 2013 será baseado em um tema polêmico da atualidade, é sempre bom ler acerca dos assuntos que têm grande relevância social, política, econômica, científica e cultural. Por isso, estaremos divulgando alguns temas para você ficar por dentro. Lembre-se: só quem ler é que tem conteúdo para escrever sobre qualquer assunto. Boa Leitura!

A construção da Usina de Belo Monte

Um assunto que certamente continuará sendo cobrado nos vestibulares é a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, que será a terceira maior usina hidrelétrica do mundo, atrás de Três Gargantas, na China, e de Itaipu, na fronteira entre Brasil e Paraguai. Sua localização é o Rio Xingu, próximo ao município de Altamira, no norte do Pará. Quando ficar pronta, em 2015, a Usina de Belo Monte deve gerar 41,6 milhões de megawatts por ano, o suficiente para atender ao consumo de 20 milhões de pessoas durante um ano.
As cidades de Altamira e Vitória do Xingu terão grandes áreas inundadas, o que pode prejudicar os agricultores locais e a população ribeirinha. Por outro lado, a construção da usina pode ajudar no desenvolvimento econômico da região, com a criação de empregos. As terras indígenas de Paquiçamba e Arara da Volta Grande do Xingu serão afetadas pela diminuição da vazão do rio, causando prejuízos para uma população que depende do rio para pesca, plantação e transporte. A questão das terras indígenas e o impacto ambiental são as principais polêmicas que envolvem a construção da usina.
De acordo com Flávio Henrique D. Gazzio, geógrafo e professor do curso e colégio Oficina do Estudante, de Campinas, os vestibulares podem cobrar questões que envolvem a geografia física da região, os benefícios econômicos vinculados à construção da usina, assuntos relacionados aos grandes projetos de integração do território nacional – já que a energia que será produzida no Norte do Brasil pode beneficiar outras regiões – e perguntas relacionadas às questões socioambientais. “Os vestibulandos precisam saber, por exemplo, quais seriam os prejuízos ambientais gerados pela construção da usina, e como as populações amazônicas tradicionais (ribeirinhos e indígenas) seriam atingidas por essa construção” – completa Flávio Henrique Gazzio.
mapa belo monte
O professor do Oficina do Estudante destaca também que o tema pode ser cobrado de forma interdisciplinar e até mesmo de forma específica em questões de outras disciplinas que não geografia. Na biologia, por exemplo, a construção da usina pode ser relacionada à preocupação com a flora e a fauna local, à mudança do comportamento da vida aquática devido ao represamento e a questões ligadas à reprodução de peixes. Nas provas de física podem aparecer questões de energia potencial, pressão, transformação de energia mecânica em energia elétrica. “Até mesmo a matemática pode ter relação com a construção da usina, trazendo problemas de área, volume e vazão”.
O tema também pode ser cobrado nas provas de redação, o que exige do candidato bastante informação sobre o contexto da construção da usina. Flávio Henrique Gazzio afirma que “dificilmente a proposta de redação pedirá para o vestibulando defender diferentes posicionamentos. Certamente se exigirá a exposição de uma posição fortemente sustentada por argumentos consistentes”.

[redação sem título]

Tema: Usina de Belo Monte: desenvolvimento ou agressão ambiental?

Dourados, 19 de Maio de 2010
Excelentíssimo Senhor Presidente Luís Inácio Lula da Silva,
Escrevo-lhe para manifestar meu apoio à construção da usina Belo Monte, acredito que um país que almeja crescer notórios 6% ao ano não pode dar-se ao luxo de sofrer com os temíveis apagões, fato que aconteceu recentemente neste país.
Com o já citado crescimento de 6% ao ano pode-se prever que a demanda de energia para empresas, indústrias e a própria população aumente expressivamente. A falta de uma usina do porte de Belo Monte pode prejudicar a economia do país nos deixando em um nível inferior de desenvolvimento do qual poderíamos estar.
Além disso, senhor Presidente, ainda temos os benefícios ecológicos, observando que as hidrelétricas são uma das formas de obtenção tradicional de energia que menos prejudicam o meio-ambiente, uma vez que na queima do carvão as termelétricas liberam uma quantidade expressiva de gases nocivos para a atmosfera e as usinas nucleares apresentam constante risco de acidentes..
Em vista dos benefícios para a Nação não há porquê não construir essa usina, mas chamo sua atenção senhor Presidente para o remanejamento das populações ribeirinhas e indígenas que vivem no local, sendo dever do Estado prover um novo lugar para essas pessoas, com conforto, higiene e condições adequadas de habitação.
Reafirmo minha posição favorável à construção de Belo Monte, e certo de sua disposição para com o desenvolvimento do país e para com os povos que neste solo vivem, aguardo suas decisões.
Atenciosamente.

Aproveite e  tente você também escrever um texto acerca do tema em destaque! Qualquer dúvida, procure o seu professor ou professora de Redação.