terça-feira, 30 de abril de 2013
FUNCIONÁRIOS DA UNIVERSIDADE DO ESTADO DO PARÁ REALIZAM PALESTRA SOBRE PRISE E PROSEL PARA OS ESTUDANTES DA EEEM IRMÃ AGNES VINCQUIER.
Hoje, dia 30 de abril, foi um dia especial para a comunidade escolar de Ipixuna do Pará. Pela primeira vez foi realizada uma palestra por funcionários da UEPA PA sobre o processos seletivos dessa instituição de ensino. O evento ocorreu às 15h00min no Ginásio de Esporte Esmeraldo Pena e contou com a participação de educadores e educandos da Escola Estadual de Ensino Médio de Ipixuna do Pará. O principal objetivo do seminário é o de incentivar os estudantes de nosso município a continuarem os seus estudos, por meio do acesso ao ensino superior.
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| Estudantes da EEEM participam de palestra sobre PRISE e PROSEL. |
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| Técnica pedagógica da escola EEEM, Claudecy do Amaral, foi a grande responsável pela realização da palestra. |
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| Professor da UEPA explica aos alunos o que é o PRISE e o PROSEL |
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| Socorro Maria Diogo de Sousa ao centro. |
sexta-feira, 26 de abril de 2013
Estudantes da EEEM Irmã Agnes Vincquier participam da etapa de seleção dos textos que irão concorrer no concurso de redação promovido pela SEDUC PA e Sindicato das Indústrias de Mineração do Estado do Pará.
Desde já os funcionários da escola e alunos estão de parabéns, pois a referida instituição de ensino contou com uma participação expressiva de estudantes da escola sede e anexa, em todos os turnos. Boa sorte para todos!
quarta-feira, 17 de abril de 2013
Margaret Thatcher, entre a adoração e o ódio
Principal figura política britânica da década de 1980, a morte de Margaret Thatcher provoca o debate sobre as consequências do neoliberalismo.
Cartaz mescla David Cameron e Thatcher, atual e ex-primeiro-ministro respectivamente, mantendo viva a memória nos cortes de direitos trabalhistas.*
A morte da ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher, no dia 08 de abril de 2013, despertou uma antiga polêmica em torno da principal figura política da Grã-Bretanha da década de 1980. Odiada pelos trabalhadores e adorada pelos capitalistas, a morte de Thatcher resultou tanto em homenagens na porta de sua casa como em comemorações pelo seu falecimento.
O legado político e econômico de Margaret Thatcher talvez possa ser utilizado nos próximos vestibulares para testar os conhecimentos dos vestibulandos sobre as mudanças ocorridas no mundo nas últimas três décadas.
Para auxiliar no entendimento desse legado político e econômico, que ficou conhecido também como Thatcherismo, pode-se começar pela posição de mineiros ingleses que participaram de greves no início da década de 1980, nos primeiros anos do mandato da ex-primeira-ministra, a primeira mulher a ocupar este posto.
Quando foi lançado o filme “A Dama de Ferro”, em 2012, o jornal francêsLibération fez algumas entrevistas com operários que trabalhavam nas minas em 1980. Um deles disse: “Quando ela morrer, nós faremos a festa!” E foi o que se viu em alguns locais da Grã-Bretanha, principalmente no bairro de Brixton, em Londres. Faixas em que estava escrito “A bruxa está morta” dá uma dimensão do ódio nutrido por parte da população em relação à Margaret Thatcher.
O motivo talvez seja encontrado no fato de Thatcher ter enfrentado durante as greves o poder dos sindicatos dos trabalhadores à época, negando-se a negociar as reivindicações apresentadas e reprimindo violentamente os trabalhadores. Os mais de 100 mil trabalhadores que paralisaram as atividades durante um ano, em 1984, lutavam contra o fechamento das minas e o desemprego subsequente, mas não conseguiram que suas reivindicações fossem atendidas e viram o desemprego aumentar na Grã-Bretanha durante a década de 1980.
Na relação com o grupo separatista republicano da Irlanda do Norte, o IRA, a ação de Margaret Thatcher também foi dura. Ela não se sensibilizou com uma greve de fome de 66 dias realizada por prisioneiros em Maze, o que ocasionou a morte de 10 pessoas. Em consequência a essa indiferença, a ex-primeira-ministra sofreu um atentado à bomba, em 1984, no Grand Hotel, em Londres, durante uma reunião do Partido Conservador, do qual era a principal liderança.
Nas relações internacionais, a ação do governo de Thatcher na Guerra das Malvinas, expulsando as tropas argentinas da ilha – em que foram utilizadas bases militares no Chile, oferecidas pelo seu aliado Augusto Pinochet –, criou uma grande indisposição com os ditadores argentinos. A vitória britânica na guerra até hoje se faz sentir nas relações entre os dois países, a ponto de a presidente argentina Cristina Kirchner não ter sido convidada a participar do funeral de Thatcher.
Porém, há ações que a fazem ser homenageada pelas principais lideranças políticas e econômicas do mundo atual. A revista britânica The Economist afirmou que o mundo precisa agora é de mais Thatcherismo, e não de menos. E isto pelo fato de Margaret Thatcher ter sido uma das pioneiras na adoção das políticas neoliberais, que posteriormente boa parte dos países utilizaria como receituário para superar a crise econômica enfrentada pelo capitalismo ocidental a partir de 1974.
Talvez este aspecto seja importante ao vestibulando ter conhecimento, pois seu esgotamento é uma das causas da crise econômica que se iniciou em 2008, da qual ainda não se encontraram saídas satisfatórias em inúmeros países, principalmente os países meridionais da zona do Euro (Portugal, Espanha, Itália e Grécia). Um rápido histórico dos aspectos econômicos do neoliberalismo e do Thatcherismo pode auxiliar neste ponto.
Após o fim da II Guerra Mundial, o capitalismo ocidental, principalmente os EUA e a Europa, conheceu um período de intenso crescimento econômico e de melhorias das condições materiais de vida de suas populações, baseadas na intervenção do Estado na economia e no aumento da produtividade da força de trabalho. Esse tipo de intervenção, influenciada pelo economista John Maynard Keynes, recebeu o nome de Estado de bem-estar social (Welfare State). Através dessa intervenção, o Estado detinha a propriedade de uma série de empresas e controlava inúmeros serviços sociais, como seguro-desemprego, sistema público de saúde, de previdência social, sistemas de transporte e outros mais, atendendo através de negociações parte das reivindicações apresentadas pelos sindicatos.
A Dama de Ferro, Margaret Thatcher, primeira-ministra da Grã-Bretanha entre 1979 e 1990, falecida em 2013.**
Porém, com a crise econômica de 1974, que se iniciou com a elevação dos preços do petróleo, esse modelo passou a ser duramente questionado. Emergiu dessa crise a teoria econômica chamada de neoliberal, elaborada principalmente pelo economista austríaco Friedrich Von Hayek.
As teses deste economista defendiam uma mínima intervenção do Estado na economia, cabendo esse papel às empresas privadas e ao mercado, que regularia as relações econômicas e sociais. Segundo ele, essas medidas levariam a uma volta do liberalismo clássico, que supostamente teria existido no capitalismo, desde sua origem até o período do “entreguerras”. Boa parte dos serviços executados pelo Estado passaria às mãos da iniciativa privada. Ao Estado caberia a função econômica de controlar a inflação e a emissão de moeda.
Para executar essa proposta era necessária uma força política capaz de enfrentar diversas oposições. Na Grã-Bretanha, esse papel foi assumido pela conservadora Margaret Thatcher. Eleita primeira-ministra em 1979, passou a privatizar uma série de empresas, cortar impostos e gastos públicos e a desmantelar inúmeros programas sociais oferecidos à população. Enfrentou, ainda, como vimos em um exemplo acima, os sindicatos de trabalhadores no intuito de minar sua influência e força reivindicativa. O neoliberalismo foi adotado ainda nos EUA e no Chile na década de 1980, controlados por líderes conservadores como Thatcher.
O resultado dessas medidas foi a melhora nas contas públicas do Estado britânico e uma reativação econômica, já que os capitalistas privados começaram a lucrar com as empresas e serviços que passaram a exercer. Para boa parte da população, as consequências principais foram o desemprego e a necessidade de destinar parte do salário recebido a serviços antes oferecidos pelo Estado.
No âmbito da política internacional, Thatcher se destacou também nas negociações para a aproximação da URSS com o mundo do capitalismo ocidental, após a subida ao poder de Mikhail Gorbatchev. As duras negociações levaram os soviéticos a apelidar a primeira-ministra de Dama de Ferro. Na relação com a Europa continental, Thatcher se opunha à integração com a União Europeia, o que levou o Partido Conservador a afastá-la da liderança. Com isso, ela deixou o posto de primeira-ministra em 1991.
O Thatcherismo se caracterizou, grosso modo, pela adoção dos preceitos econômicos neoliberais e pela condução conservadora da política de Estado, principalmente diminuindo o atendimento às reivindicações dos trabalhadores. Medidas semelhantes iriam se espalhar pelo mundo durante a década de 1990 e estão na origem da crise econômica iniciada em 2008. Se na China e no Brasil, por exemplo, a saída dessa nova crise passa pela ação conjunta entre Estado e capitalistas privados, na área meridional da zona do Euro, as medidas de austeridade buscam aprofundar as medidas neoliberais.
Livro de Thatcher colocado na porta de sua casa escrito, dentre outras coisas, “Nós te amamos”.***
A importância de Thatcher na vida política britânica e mundial foi grande. Também causou intensas polêmicas. Um livro seu, colocado na porta de sua casa, escrito na capa “nós te amamos”, dá a dimensão de que ela era querida. Mas o fato de na mesma porta colocarem uma garrafa de leite, relembrando sua decisão de cessar a distribuição gratuita de leite às escolas primárias, quando era Ministra da Educação, em 1970, explica, de certa forma, as comemorações pelo seu falecimento.
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[1] Libération, mercredi. 15 février, 2012, À l’affiche. Cinéma. III. Sonia Delesalle Stolper.
² Leia na íntegra: The economist - Margaret Thatcher – Freedom fighter
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* Crédito da Imagem: 1000 Words e Shutterstock.com
** Crédito da Imagem: David Fowler e Shutterstock.com
*** Crédito da imagem: dutourdumonde e Shutterstock.com
sábado, 13 de abril de 2013
Uepa 2014: pedidos de isenção começam em 17 de abril
por Vestibular no Pará – Quem vai tentar vaga na Universidade do Estado do Pará (Uepa) nos Processos Seletivos 2014 poderá pedir isenção da taxa de inscrição entre os dias 17 de abril a 8 de maio. No próximo vestibular a universidade vai ofertar 14.179 mil isenções (7.628 integrais e 6.628 parciais). Os editais com as regras de isenções para o Prise e Prosel foram publicados hoje (12).
São 1,5 mil isenções a mais do que foi ofertado no ano passado, quando 12.660 candidatos receberam o benefício. Para o Prosel, quando os candidatos realizam todas as etapas do certame em um único ano, serão destinadas 9.923 isenções (sendo 5.667 integrais e 4.256 parciais). Os candidatos beneficiados pela isenção parcial pagarão o valor de R$ 30,00 no ato da inscrição.
Já para o Prise, que avalia os candidatos anualmente de acordo com a série que estejam cursando no Ensino Médio, serão ofertadas 4.256 isenções, divididas igualmente entre integrais e parciais. Para esta última deverá ser pago o valor de R$ 17,50 pela inscrição.
Quem pode solicitar
Podem solicitar a isenção, os candidatos da comunidade que realizaram ou que vem realizando todo o Ensino Médio em escola pública ou como bolsista integral em escola particular; os servidores da Uepa e do Instituto Estadual Carlos Gomes (IECG) e seus dependentes legais; e as pessoas com deficiência, nos termos da Lei nº 6.988, de 2 de julho de 2007.
Para fazer o pedido, o candidato deverá acessar o endereço eletrônico http://www.uepa.br ou http://www.prodepa.psi.br/uepa, buscar o link Comunidade, Servidor (somente para servidores da Uepa ou FCG e seus dependentes) ou pessoas com deficiência, dentro do prazo previsto e executar a sequência de procedimentos descritos.
Para mais informações sobre isenções aos processos seletivos da Uepa ligue para (91) 3299-2216 ou mande e-mail daa@uepa.br. Acesse também os editais de isenção completos do Prise e Prosel.
Onde entregar os documentos
Após preencher o formulário, o candidato deve imprimi-lo e entregá-lo acompanhado das fotocópias dos documentos comprobatórios previstos no edital, no período de 17 de abril a 10 de maio de 2013, no horário de 8 as 14 horas, nos seguintes locais:
CAPITAL:
- Campus I. Centro de Ciências Sociais e da Educação – (CCSE). Trav. Djalma Dutra, s/n – Bairro do Telégrafo – Belém – Pará
- Campus II. Centro de Ciências Biológicas e da Saúde – (CCBS) . Trav. Perebebuí, 2.623 – Bairro do Marco – Belém – Pará
- Campus III. Av. João Paulo II, 817 – Bairro do Marco – Belém – Pará
- Campus IV . Av. José Bonifácio, 1.289 – Bairro do Guamá – Belém – Pará
- Campus V. Centro de Ciências Naturais e Tecnologia – (CCNT). Trav. Enéas Pinheiro, 2.626 – Bairro do Marco – Belém – Pará
INTERIOR:
- Campus Universitário da Uepa nos de Altamira, Barcarena, Cametá, Castanhal Conceição do Araguaia, Igarapé-Açu, Marabá, Moju, Paragominas, Redenção, Salvaterra Santarém, São Miguel do Guamá, Tucuruí e Vigia
- Unidade Regional de Educação (URE) nos Municípios de Abaetetuba, Breves, Capanema, Itaituba, Monte Alegre, Parauapebas e Santa Izabel do Pará
- Escolas Sedes nos Municípios de Rondon do Pará e Tailândia
Os servidores da universidade e do Instituto Estadual Carlos Gomes (IECG) podem entregar a documentação no protocolo do seu local de trabalho. A divulgação oficial do resultado está prevista para o dia 9 de agosto de 2013. Os beneficiados com isenção total e parcial da inscrição devem oficializar a sua inscrição no mesmo período que os demais candidatos aos Processos Seletivos.
*com informações da Uepa
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