sexta-feira, 22 de março de 2013


Redação do Enem com nota máxima passará por 'pente fino', diz ministro

Após avaliadores, textos nota 1.000 vão passar por banca de doutores. 
Aloizio Mercadante diz que redação com 'gracinhas' vai valer nota zero.

As redações do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) que ganharem nota máxima (1.000 pontos) vão passar por uma banca composta por três professores doutores para fazer um "pente fino" no texto. A novidade foi anunciada nesta sexta-feira (22) pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, que afirmou que o assunto está sendo discutido por uma comissão de especialistas. A mudança se dá depois da divulgação de que textos com erros de grafia como "trousse" e "enchergar" ganharam nota máxima dos avaliadores no último Enem.
Mercadante confirmou ainda que redações com "deboche" como receita de macarrão instantâneo e hino de clube de futebol vão receber nota zero. Candidatos que no último Enem inseriram receita do miojo e o hino do Palmeiras no texto ganharam notas 560 e 500, respectivamente.
"Para ter nota máxima a redação deverá ir para uma banca com três doutores", disse Mercadante. "Não basta mais passar só pelos dois corretores. Atualmente existem casos que tem um erro, mas ainda assim é possível ter nota máxima. Agora, a correção será mais exigente."
Sobre os casos de "deboche" na redação, Mercadante procurou minimizar. "Não vamos pegar seis redações para tentar tirar daí uma tese para 4.170.000 redações. Não há nenhuma amostra estatística que demonstre isso. Ainda assim, nós estamos olhando com cuidado, e avaliando sempre para fazer o melhor." Segundo ele, o exame ocorre de forma transparente.
Mercadante afirmou que as duas mudanças estão sendo discutidas com uma comissão de especialistas. "Na primeira, qualquer brincadeira, deboche não vai ser tratado como inserção indevida, vai ser zero na redação. Segundo: rigor. Na nota máxima, toda redação irá para a banca, que são três doutores."


Atenção estudantes, como o tema da redação da prova do ENEM em 2013 será baseado em um tema polêmico da atualidade, é sempre bom ler acerca dos assuntos que têm grande relevância social, política, econômica, científica e cultural. Por isso, estaremos divulgando alguns temas para você ficar por dentro. Lembre-se: só quem ler é que tem conteúdo para escrever sobre qualquer assunto. Boa Leitura!

A construção da Usina de Belo Monte

Um assunto que certamente continuará sendo cobrado nos vestibulares é a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, que será a terceira maior usina hidrelétrica do mundo, atrás de Três Gargantas, na China, e de Itaipu, na fronteira entre Brasil e Paraguai. Sua localização é o Rio Xingu, próximo ao município de Altamira, no norte do Pará. Quando ficar pronta, em 2015, a Usina de Belo Monte deve gerar 41,6 milhões de megawatts por ano, o suficiente para atender ao consumo de 20 milhões de pessoas durante um ano.
As cidades de Altamira e Vitória do Xingu terão grandes áreas inundadas, o que pode prejudicar os agricultores locais e a população ribeirinha. Por outro lado, a construção da usina pode ajudar no desenvolvimento econômico da região, com a criação de empregos. As terras indígenas de Paquiçamba e Arara da Volta Grande do Xingu serão afetadas pela diminuição da vazão do rio, causando prejuízos para uma população que depende do rio para pesca, plantação e transporte. A questão das terras indígenas e o impacto ambiental são as principais polêmicas que envolvem a construção da usina.
De acordo com Flávio Henrique D. Gazzio, geógrafo e professor do curso e colégio Oficina do Estudante, de Campinas, os vestibulares podem cobrar questões que envolvem a geografia física da região, os benefícios econômicos vinculados à construção da usina, assuntos relacionados aos grandes projetos de integração do território nacional – já que a energia que será produzida no Norte do Brasil pode beneficiar outras regiões – e perguntas relacionadas às questões socioambientais. “Os vestibulandos precisam saber, por exemplo, quais seriam os prejuízos ambientais gerados pela construção da usina, e como as populações amazônicas tradicionais (ribeirinhos e indígenas) seriam atingidas por essa construção” – completa Flávio Henrique Gazzio.
mapa belo monte
O professor do Oficina do Estudante destaca também que o tema pode ser cobrado de forma interdisciplinar e até mesmo de forma específica em questões de outras disciplinas que não geografia. Na biologia, por exemplo, a construção da usina pode ser relacionada à preocupação com a flora e a fauna local, à mudança do comportamento da vida aquática devido ao represamento e a questões ligadas à reprodução de peixes. Nas provas de física podem aparecer questões de energia potencial, pressão, transformação de energia mecânica em energia elétrica. “Até mesmo a matemática pode ter relação com a construção da usina, trazendo problemas de área, volume e vazão”.
O tema também pode ser cobrado nas provas de redação, o que exige do candidato bastante informação sobre o contexto da construção da usina. Flávio Henrique Gazzio afirma que “dificilmente a proposta de redação pedirá para o vestibulando defender diferentes posicionamentos. Certamente se exigirá a exposição de uma posição fortemente sustentada por argumentos consistentes”.

[redação sem título]

Tema: Usina de Belo Monte: desenvolvimento ou agressão ambiental?

Dourados, 19 de Maio de 2010
Excelentíssimo Senhor Presidente Luís Inácio Lula da Silva,
Escrevo-lhe para manifestar meu apoio à construção da usina Belo Monte, acredito que um país que almeja crescer notórios 6% ao ano não pode dar-se ao luxo de sofrer com os temíveis apagões, fato que aconteceu recentemente neste país.
Com o já citado crescimento de 6% ao ano pode-se prever que a demanda de energia para empresas, indústrias e a própria população aumente expressivamente. A falta de uma usina do porte de Belo Monte pode prejudicar a economia do país nos deixando em um nível inferior de desenvolvimento do qual poderíamos estar.
Além disso, senhor Presidente, ainda temos os benefícios ecológicos, observando que as hidrelétricas são uma das formas de obtenção tradicional de energia que menos prejudicam o meio-ambiente, uma vez que na queima do carvão as termelétricas liberam uma quantidade expressiva de gases nocivos para a atmosfera e as usinas nucleares apresentam constante risco de acidentes..
Em vista dos benefícios para a Nação não há porquê não construir essa usina, mas chamo sua atenção senhor Presidente para o remanejamento das populações ribeirinhas e indígenas que vivem no local, sendo dever do Estado prover um novo lugar para essas pessoas, com conforto, higiene e condições adequadas de habitação.
Reafirmo minha posição favorável à construção de Belo Monte, e certo de sua disposição para com o desenvolvimento do país e para com os povos que neste solo vivem, aguardo suas decisões.
Atenciosamente.

Aproveite e  tente você também escrever um texto acerca do tema em destaque! Qualquer dúvida, procure o seu professor ou professora de Redação.


“Se escrevesse uma receita de bolo, eu teria de considerar”, diz avaliadora do Enem

Arrependidas de terem participado das correções do Enem, duas professoras gaúchas decidiram romper o contrato de sigilo para revelar bastidores da prova. Pedindo anonimato, uma delas detalhou nesta quarta-feira (20) como teriam recebido orientações para fazer “vista grossa” aos erros encontrados. Professora de língua portuguesa há 12 anos, diz que a ordem é para “aprovar o maior número de pessoas”:
Zero Hora – Que orientação vocês receberam para as correções das redações?
Avaliadora – Recebemos uma formação, fizemos exercícios pelos quais fomos avaliadas, tudo via online. Isso partiu da Universidade de Brasília. Foram seis, sete semanas de atividades, para os 8 mil avaliadores. No dia 14 de novembro, tivemos uma reunião em que foram repassadas as verdadeiras orientações. Fomos orientados a esquecer tudo o que se sabe, tudo o que se aprendeu, tudo o que se fez na formação. Deveríamos considerar a ideia de que é para aprovar o maior número de pessoas. Eu e a outra colega tentamos desistir, mas nosso grupo já estava um pouco defasado. Como já tínhamos nos comprometido, ficamos.
ZH – A senhora pensou em desistir ao ouvir as orientações?
Avaliadora – Sim, porque eu questionei o que eu estaria fazendo ali. Qual o meu papel de especialista em linguística de texto, de professora de língua portuguesa, de pesquisadora da área, se teria de fazer vista grossa e considerar uma série de absurdos?
ZH – Que tipo de coisas falaram que se deveria fazer vista grossa?
Avaliadora – Por exemplo, num texto, se aparecesse a palavra imigração ou imigrante, que era o tema, eu não poderia anular. Eu deveria pelo menos dar um ponto. Se ele escrevesse uma receita de bolo, mas pusesse imigração em algum momento, eu teria de considerar, não poderia anular. Outra coisa que eu fiquei muito chocada: se aparecesse um texto como poesia, ou narrativa, mas que tivesse a ver com o tema, e que se eu sentisse que em algum momento ele estava defendendo de alguma forma o ponto de vista dele, não poderia anular também, teria que dar um. A grosso modo, a orientação era essa: não anulem, só em último caso. A forma como fazem a seleção dos professores também é questionável. É tudo indicação. Ninguém te pede diploma.
ZH – Não se exige comprovação de formação dos professores?
Avaliadora – Não. Não existe.
ZH – Se alguém fingir que é professor pode ser avaliador?
Avaliadora – Pode. Se ninguém pede documentação… A inclusão parte de convites. Acho que funciona por ligações políticas. Essas pessoas são convidadas a ocupar esses cargos mais elevados e vão convidando pessoas que conhecem. Quem me convidou sabe que sou formada em Letras e faço correção há mais de 10 anos… mas será que isso ocorre no Brasil inteiro?
ZH – Eles chegaram a dizer explicitamente que era para evitar dar nota baixa?
Avaliadora – Sim. Que era para evitar, porque nos anos anteriores eles receberam inúmeros recursos, que tiveram que responder na Justiça, e que isso onera a União. O tiro saiu pela culatra. Me arrependo até de ter participado. Financeiramente não vale a pena. Pagam R$ 1,90 por redação, tu tens uma meta diária de cem redações (3 mil redações por mês)… para quem trabalha e gosta de fazer um trabalho qualificado é bem complicado.
ZH – O processo é uma enganação?
Avaliadora – Sim. É um enganar… até o candidato, em relação a suas condições. Me considero enganada. Recebi formação, manual que estudei, e numa reunião me dizem para esquecer tudo isso.
Contraponto
Indicado pelo MEC, Paulo Portela, diretor do Cespe/UnB, que aplicou a prova, rebateu as acusações em entrevista ao repórter Eduardo Matos, da Rádio Gaúcha:
“Todo o processo de capacitação das bancas estava no edital do Enem. Existe uma matriz de correção, que é utilizada na avaliação. Nessa matriz existem cinco competências que devem ser avaliadas. E ali é bem descrito o que se exige para que a nota seja atribuída.”
“Foram dois meses de preparo. Em cada nível existe o nível zero. Então o nível zero podia ser atribuído, sem nenhum problema, mas não se deve esquecer que quando avalia uma redação, essa redação foi desenvolvida por um egresso do Ensino Médio.”
“A primeira competência é demonstrar domínio da língua padrão, da língua escrita. O nível máximo prevê excelente domínio da língua padrão e escassos desvios gramaticais. Então, mesmo se o aluno comete um erro no texto de 30 linhas, está dentro dessa competência.”
“Todo o processo de correção foi planejado com um ano de antecedência. Inclusive houve uma série de simulações sobre a correção, verificação do tempo considerado adequado. E se chegou a um valor de correções para manter a qualidade, em torno de cem redações por dia. É um número possível, um nível médio. A média foi de 60 redações por dia por corretor.”
Fonte: Zero Hora


Atenção estudantes, qual a consequência dessa polêmica quanto à correção da prova de Redação para vocês? Simples: neste ano a correção será mais rígida, justamente para evitar polêmicas quanto ao uso adequado da variedade padrão da língua portuguesa: a Norma Culta. Portanto, Estudem! Preparem-se!

quinta-feira, 21 de março de 2013

REUNIÃO CONTA COM PARTICIPAÇÃO EXPRESSIVA DOS PAIS NA EEEM IRMÃ AGNES VINCQUIER - ANEXO I


No dia 19/03/2013, às 14h00min, a direção e a coordenação da EEEM Irmã Agnes Vincquier, em parceria com a direção da EMEF Dr. Fernando Guilhon, realizaram uma reunião para tratar de assuntos referentes à melhoria do processo de ensino e aprendizagem. O que chamou a atenção foi a grande presença dos pais no evento, mostrando a preocupação dos mesmos sobre a vida escolar de seus filhos. Esperamos que as decisões que foram tomadas com participação de toda a comunidade escolar surta efeito para melhorar a educação em Ipixuna do Pará.


Atenção estudantes, como o tema da redação da prova do ENEM em 2013 será baseado em um tema polêmico da atualidade, é sempre bom ler acerca dos assuntos que têm grande relevância social, política, econômica, científica e cultural. Por isso, estaremos divulgando alguns temas para você ficar por dentro. Lembre-se: só quem ler é que tem conteúdo para escrever sobre qualquer assunto. Boa Leitura!

Renúncia de Bento XVI e os vestibulares de 2013

A renúncia de Bento XVI pode ser tema dos vestibulares de 2013 por envolver disputa de poder no Vaticano e sérias denúncias contra membros do clero.

O anúncio da renúncia do papa Bento XVI, realizado em 11 de fevereiro de 2013, causou certa surpresa no mundo católico. Não é uma situação usual um papa renunciar ao mandato, já que geralmente a sucessão ocorre após a morte de cada um deles. O último caso aconteceu com o papa Gregório XII (1406-1414). Mas segundo um estudo realizado pelo professor de História da Igreja e cônego da catedral de Barcelona (Espanha), Josep María Martí Bonet, houve na história da Igreja católica a renúncia de 22 papas. No caso de Joseph Ratzinger, de 85 anos, os motivos alegados foram a debilidade física pela qual ele passa, o que o impossibilitaria de continuar a executar as funções exigidas pelo cargo.
Joseph Ratzinger, ou papa Bento XVI, renunciou ao pontificado após sete anos no cargo.*
Pelo caráter inusitado da renúncia e as mobilizações políticas no mundo católico para a escolha do sucessor de Bento XVI, pode-se colocar esse assunto como tema dos vestibulares a serem realizados no ano de 2013. E isto tanto para as provas de história quanto para os temas a serem possivelmente tratados nas provas de redação.
Nesse sentido é interessante que o vestibulando estude alguns aspectos que envolvam a sucessão papal, levando em conta os posicionamentos da doutrina religiosa defendida por Bento XVI, os problemas políticos enfrentados pelo Estado do Vaticano e as denúncias que vêm assolando a Igreja católica há alguns anos, além, é claro, da própria história da igreja. Abaixo será exposto de forma resumida cada um destes aspectos.
No âmbito da história da Igreja católica é interessante que o vestibulando saiba que a Igreja católica se tornou a religião oficial do Império Romano em 390 d.C., medida adotada pelo imperador Teodósio, depois da aproximação com os cristãos efetuada por Constantino, que havia autorizado os cultos cristãos em 313. Outro fato histórico importante foi a divisão da Igreja que ocorreu em 1054, o Cisma do Oriente, criando a Igreja Romana de um lado e a Igreja Ortodoxa Bizantina de outro.
Além disso, durante a Idade Média, a Igreja se tornou o grande centro do poder na Europa Ocidental, aliando-se aos povos bárbaros e participando de grandes Impérios como o Carolíngio e o Sacro Império Romano-Germânico. A Igreja buscou controlar a população europeia através da doutrina religiosa e da dominação econômica, já que era a maior proprietária de terras do ocidente durante a Idade Média.
A criação do Tribunal do Santo Ofício, conhecido como Tribunal da Inquisição, foi uma das formas encontradas pela Igreja para reprimir os posicionamentos contrários aos seus dogmas. Principalmente no contexto de surgimento da Reforma Religiosa, cujos expoentes principais foram Martinho Lutero e João Calvino.
Outro conhecimento necessário ao vestibulando é a criação do Vaticano através do Tratado de Latrão (1929), pelo qual o ditador italiano Benito Mussolini concedeu um pequeno território na cidade de Roma para ser a sede do Estado do Vaticano.
O regime político desse Estado é uma monarquia, cujo chefe é o papa, exercendo seu governo de forma vitalícia. Há debates que afirmam que a verdadeira razão pela qual Bento XVI tenha renunciado esteja de fato ligado a fatores políticos pela disputa de poder no Vaticano, e não apenas a problemas de saúde. Esse aspecto poder ser utilizado para os temas de redação dos próximos vestibulares e pretende-se aqui apresentar em linhas gerais essa disputa pelo poder.
Joseph Ratzinger conseguiu posições de destaque na hierarquia da Igreja desde o pontificado de João Paulo II (1978-2005), quando foi o prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, novo nome do Tribunal da Inquisição. Em volta de Ratzinger estavam os grupos conservadores que sustentaram o papado de João Paulo II, como a Opus Dei, a Fraternidade de Comunhão e Libertação, Focolares, o Neocatecumenal e os Legionários de Cristo, sendo que os dois primeiros são os mais fortes. Esse posicionamento conservador se notabilizou por se opor às tendências mais progressistas da Igreja, que pretendiam auxiliar na resolução dos problemas sociais pelos quais a população pobre passava. O fortalecimento dessa tendência progressista se deu no Concílio Vaticano II (1962-1965). O objetivo de João Paulo II, Bento XVI e os demais grupos era acabar com esse direcionamento de ação, fortalecendo a doutrina ortodoxa e combatendo os governos dos países ligados à antiga URSS.
Com o início de seu mandato, em 2005, Bento XVI tratou de colocar nos postos-chaves da administração do Estado do Vaticano membros desses grupos. Mas ao colocar o membro de um grupo em um posto, Bento XVI passou a desagradar os outros. Além disso, ele adotou formas para essas nomeações que diferiam das usadas tradicionalmente pelo Vaticano. Um exemplo foi a nomeação do membro da Opus Dei, Ettore Gotti Tedeschi, para o Instituto de Obras Religiosas (IOR), o banco do Vaticano. Tal nomeação gerou oposição do cardeal Tarcísio Bertone, secretário de Estado do Vaticano, que, por sua vez, foi nomeado para o cargo de Secretário, mesmo não sendo oriundo da área diplomática, uma tradição nas nomeações para o cargo.
Ratzinger foi um dos grandes teólogos do período do papado de João Paulo II, defendendo posições ortodoxas no que se refere à doutrina cristã católica. Essas posições conservadoras resultaram, por exemplo, em liberar a celebração de missas em latim, novamente. Ratzinger defendia ainda uma orientação doutrinária mais ligada às questões do espírito do que aos problemas sociais. Esse posicionamento, apoiado por vários grupos conservadores, resultou no combate à Teologia da Libertação, vertente progressista da Igreja Católica que ganhou força após a década de 1960.
Bento XVI governou a Igreja apoiado pelas forças conservadoras, mas as denúncias de pedofilia e as disputas políticas podem ter gerado sua renúncia.**
Mas esse conservadorismo e ortodoxia contrastam com as várias denúncias que assolam o corpo eclesiástico da Igreja católica no mundo. O principal foco são as denúncias de pedofilia cometidas por clérigos católicos e as tentativas de abafar os casos julgados, como os que ocorreram nos EUA e na Holanda. O jornal italiano La Repubblica chegou a afirmar que o motivo da renúncia foi a descoberta de uma rede de prostituição que funcionava dentro do Vaticano. A descoberta foi resultado de uma investigação ordenada pelo próprio Bento XVI. Anteriormente, em 2012, houve o vazamento de uma série de documentos oficiais do Vaticano que expôs os bastidores do poder do Estado católico, situação conhecida como Vatileaks. O responsável pela divulgação dos documentos teria sido um mordomo de Bento XVI, que chegou a ser preso pela polícia do Vaticano.
É devido à grande quantidade de fatos que colocam em questão o poder dessa milenar instituição religiosa que há possibilidades da renúncia de Bento XVI ser tema dos próximos vestibulares.


Atenção estudantes, como o tema da redação da prova do ENEM em 2013 será baseado em um tema polêmico da atualidade, é sempre bom ler acerca dos assuntos que têm grande relevância social, política, econômica, científica e cultural. Por isso, estaremos divulgando alguns temas para você ficar por dentro. Lembre-se: só quem ler é que tem conteúdo para escrever sobre qualquer assunto. Boa Leitura!

Olimpíadas e Copa do Mundo – prováveis temas para redação

Dentre as tarefas que lhe serão incumbidas no dia do exame, caro (a) vestibulando (a), há aquela que impreterivelmente acontecerá – a redação. Diante de tal fato, alguns questionamentos tendem a se manifestar, tais como: quais temas serão abordados? Qual a modalidade textual a ser requisitada? Haverá uma coletânea no sentido de fundamentar a argumentação necessária? Terei argumentos suficientes para explorar o assunto de forma precisa?
Como se pode notar, eis que estamos diante de um procedimento o qual exige de nós certa preparação. Preparação esta intrinsecamente relacionada a dois aspectos básicos: o conhecimento linguístico e o conhecimento de mundo. Em se tratando do primeiro, devemos levar em consideração que ao fazermos uso da língua com fins de comunicação, esta se encontra submetida a um conjunto de regras – fato que a faz pertencer à norma culta, à modalidade padrão, “concedida” de forma unânime a todo e qualquer usuário. Estamos falando, de forma indubitável, sobre os pressupostos preconizados pela gramática.
O outro aspecto, igualmente importante, diz respeito ao conhecimento indispensável a todos nós – o conhecimento acerca dos fatos que norteiam a sociedade da qual fazemos parte. Trocando por outras palavras, como vamos discutir um assunto sem conhecê-lo? Tal necessidade nos remete a outra questão: o fato de que, tradicionalmente, a modalidade exigida na maioria dos exames é a dissertação. Ela, por sua vez, permitirá que você se posicione frente a um determinado assunto, de forma a discuti-lo com compromisso e seriedade, e suas opiniões tender-se-ão a aceitá-lo ou refutá-lo. E se se trata de tal modalidade, os temas que provavelmente serão cobrados dizem respeito a fatos atuais, sobretudo polêmicos, uma vez que a intenção da banca organizadora é realmente checar se você se mostra como alguém informado e capaz de assumir um posicionamento crítico frente à realidade que o (a) cerca. 
Mas como agir assim, se muitas vezes não nos sentimos preparados para tal? Daí a importância de se adotar algumas atitudes imprescindíveis rumo a esse intento, tais como: desenvolver o hábito da leitura de jornais, revistas, artigos veiculados no meio eletrônico, redigir constantemente redações baseadas nessa modalidade, entregando-as a pessoas capacitadas para corrigi-las... enfim, estar em constante familiaridade com as ideias alheias, uma vez que elas representarão o sustentáculo mediante os propósitos a serem alcançados. 
E por se tratar dessa questão temática (dada a realidade de temas atuais), pensamos na possibilidade de dois marcantes acontecimentos: a Copa do Mundo e as Olimpíadas – eventos estes que ocorrerão em solo brasileiro. Dessa forma, ao elencar seus argumentos acerca de tais assuntos, é importante conhecer tanto os aspectos positivos quanto os negativos. Assim sendo, como você terá de assumir uma postura adequada, torna-se recomendável que não seja aquela na qual você se mostre “em cima do muro”. Contra ou a favor, mostre-se como uma pessoa firme e capaz de convencer seu interlocutor acerca de suas opiniões, fazendo-o acreditar que realmente suas ideias estão calcadas em fundamentos plausíveis.
Em meio a esse ínterim, torna-se relevante destacar que sua dissertação terá uma introdução, um desenvolvimento e uma conclusão. Assim, essa força argumentativa, esse poder de convencimento, se manifestará, sobretudo, no desenvolvimento, o qual permitirá que seus argumentos sejam revelados de forma mais detalhada. Lembra-se de quando falamos sobre a importância de fundamentos concretos? Sim, tudo que irá dizer precisa estar baseado em fontes seguras, concretas, reais. Para tanto, o emissor pode se valer de vários instrumentos que visem à persuasão, entre eles: dados ou fatos que podem ser comprovados, pronunciamentos de pessoas renomadas, comparações, analogias, raciocínios constituídos de causa e/ou consequência, verdades inquestionáveis, entre muitos outros. 
Partindo, pois, para os pontos negativos e positivos que você poderá abordar, eis que elencamos alguns deles, a começar pelos contras:
* O valor estimado, no que tange aos investimentos aplicados às Olimpíadas, será em torno de R$ 25,9 bilhões... valor este que poderia ser destinado ao suprimento de algumas necessidades básicas que o país atualmente necessita, tais como: saúde, educação, segurança, entre outras;
* Elementos que se referem à infraestrutura, como o é caso de aeroportos, transporte público, rodovias, entre outros, tendem a se manifestar como uma significativa problemática. A rede hoteleira... estará ela preparada para atender a todas as demandas?
* Ambos os eventos, os quais aumentarão o contingente turístico, não desencadearão o aumento da criminalidade? A segurança estará preparada, de modo a contornar possíveis contratempos? Enfim, ficam esses e mais alguns pontos, aqui não elencados, com fins de reflexão.
Quanto aos aspectos positivos:
* Geração de empregos;
* Ampliação da Receita;
* Aprimoramento cultural, dada a necessidade de se investir em cursos que capacitem a aquisição de outras línguas, além da materna.
* Mediante o crescimento originário desses investimentos de toda ordem, a divulgação do Brasil no exterior será fator inevitável.
Agora que estamos bem informados sobre os aspectos que tendem a incidir na produção textual, torna-se importante ressaltar as palavras ditas por outrem, as quais nos revelam que “os temas importam pouco; é a maneira por que são tratados que merece consideração”.   
Êxito é o que desejamos a você nesta empreitada!!!

terça-feira, 19 de março de 2013


Atenção estudantes, como o tema da redação da prova do ENEM em 2013 será baseado em um tema polêmico da atualidade, é sempre bom ler acerca dos assuntos que têm grande relevância social, política, econômica, científica e cultural. Por isso, estaremos divulgando alguns temas para você ficar por dentro. Lembre-se: só quem ler é que tem conteúdo para escrever sobre qualquer assunto. Boa Leitura!

Yoani Sánchez no Brasil e a liberdade de expressão

No Brasil, Yoani Sánchez foi centro de debates sobre o regime cubano e a liberdade de expressão.


A visita da blogueira cubana Yoani Sánchez ao Brasil, em fevereiro de 2013, para a divulgação de um documentário com sua participação causou uma série de manifestações e debates nos locais pelos quais ela passou. Criadora do blogGeneración Y, Yoani causa polêmica com seus posicionamentos críticos à falta de liberdade de expressão e em defesa dos direitos humanos em Cuba.
No Brasil, os grupos políticos simpáticos ao regime instaurado em 1959, com a Revolução Cubana, veem Yoani Sánchez como uma peça de marketing político, financiada por grupos capitalistas que têm interesse no fim do regime dos irmãos Castro na ilha caribenha. Já os grupos defensores da blogueira viram em sua visita um meio de criticar o dito socialista regime cubano, defendendo a implantação de um regime liberal e a abertura à economia de mercado em Cuba.
O que interessa salientar neste texto é a atenção que o vestibulando deve ter sobre essa visita, já que o espaço que ela conseguiu nos meios de comunicação pode servir como estímulo à sua adoção como tema nos vestibulares.
O estudante deve ficar atento à possibilidade do tema ser tratado tanto nas provas de história e geografia (como já acontece) quanto nas provas de redação. Neste último aspecto, é possível que as redações de alguns vestibulares utilizem a notícia da visita de Yoani Sánchez ao Brasil como ponto de partida para se debater a liberdade de expressão e as restrições a esta liberdade, além do momento histórico pelo qual passa Cuba, marcado por um lento processo de mudanças do regime iniciado com a Revolução de 1959. Liberdade de expressão em um contexto histórico de mudança política e econômica de um país pequeno, mas importante no cenário geopolítico das Américas, é um tema interessante para se refletir.
Por outro lado, a própria história de Cuba pode ser um conteúdo pedido nas provas, talvez para comparar o desenvolvimento histórico da ilha com as mudanças atuais. Nesse sentido, é necessário ao vestibulando estudar, em linhas gerais, quatro períodos da história do país.
primeiro é o período colonial, cuja metrópole espanhola explorava a ilha com o objetivo de produzir principalmente açúcar e tabaco, em grandes latifúndios monocultores utilizando mão de obra de africanos escravizados.
segundo período é o da independência e da aproximação com o extenso vizinho do Norte, os EUA. O processo de independência cubano foi tardio, foi apenas em 1898 que conseguiram se tornar livres da Espanha. Essa independência só foi possível com o apoio militar e financeiro dos EUA. O resultado foi a dominação estadunidense na ilha até o fim da década de 1950. O primeiro momento da dominação se deu com a assinatura da Emenda Platt, em 1901, um dispositivo legislativo que garantiria a intervenção política e militar dos EUA em Cuba até 1933. O resultado prático foi a transformação da ilha em um protetorado estadunidense, onde os capitalistas dos EUA puderam investir na produção agrícola através de grandes propriedades e transformar Cuba em área de atração turística e de lazer, ligada a jogos e prostituição.
Esses seriam os motivos pelos quais lutaram os guerrilheiros comandados por Fidel Castro a partir de meados da década de 1950. Neste momento, temos oterceiro período da história, inaugurado com a Revolução Cubana de 1959. Inicialmente, o regime tinha um caráter nacionalista e efetuou nacionalizações de empresas, além de realizar uma reforma agrária que desagradou os investidores dos EUA. A animosidade dos EUA com a Cuba revolucionária ocorreria a partir da tentativa de invasão na Baía dos Porcos em 1961, que resultou na ruptura diplomática entre os dois países. Ao mesmo tempo, Fidel Castro negociou uma aproximação com a URSS, acirrando os ânimos durante a Guerra Fria. Em 1962, o envio de mísseis soviéticos a Cuba (distante 150 km da costa da Flórida) gerou a Crise dos Mísseis, que quase ocasionou um conflito nuclear. A partir daí, Cuba foi expulsa da Organização dos Estados Americanos (OEA), distanciou-se dos demais países americanos e conheceu um embargo econômico dos EUA que se faz sentir até os dias atuais.
Mas a proximidade com a URSS lhe garantiu uma grande fonte de riqueza, através da venda aos países soviéticos de seus produtos agrícolas. Com esse dinheiro foi possível investir em saúde e educação, principalmente, erradicando o analfabetismo e criando um dos melhores sistemas de saúde do mundo. Mas no âmbito político, o regime manteve a dominação de um partido único, o Partido Comunista Cubano, que impedia a participação de opositores.
quarto período se iniciou com o fim da URSS e, consequentemente, com o fim dos recursos financeiros que vinham daquele país. O resultado foi uma crise econômica na década de 1990, que só seria lentamente recuperada através da aproximação com a Venezuela comandada por Hugo Chávez, a partir de 1998. Com isso, Cuba conseguiu ter acesso a produtos essenciais à sobrevivência de sua população, como o petróleo. Outra saída foi a abertura ao investimento estrangeiro no turismo da bela ilha, o que garantiu outra fonte de recursos.
Entretanto, em meados de 2000, a situação mudou novamente. Fidel Castro, já idoso e doente, renunciou ao posto de chefe de Estado, passando a função a seu irmão, Raúl Castro. A função de Raúl Castro seria comandar o processo de transição econômica e política de Cuba, com o intuito de romper o embargo econômico e abrir as instituições políticas à população que não se insere no Partido Comunista Cubano. O objetivo é encontrar caminho para a resolução das contradições sociais do país. As medidas de abertura se deram no sentido de garantir uma ação econômica que não tenha necessariamente a intermediação do Estado, liberando a venda de veículos e a formação de pequenas empresas comerciais, além de acesso a meios de comunicação, como a internet e celulares.
Outra medida adotada foi a liberação de viagens ao exterior a partir de 14 de janeiro de 2013, o que permitiu a saída de Yoani de Cuba para visitar cerca de 20 países. Entretanto, vemos no discurso de Yoani e nos dirigentes cubanos um ponto em comum: o pedido do fim do embargo econômico. O que os diferem nesse ponto são as expectativas com essa liberação econômica: uma aproximação aos EUA ou um novo fortalecimento do regime castrista.
Foi esse dilema que permeou os protestos e manifestações a favor e contra a presença da blogueira cubana ao Brasil.